quinta-feira, 12 de abril de 2007

Portugal e os 50 anos da Fundação Gulbenkian

É uma gigantesca, uma incomensurável dívida de gratidão.

Não sei, desconheço se existe algum estudo que faça um balanço global da importância da Fundação Calouste Gulbenkian nos mais variados domínios onde tem intervido na Sociedade Portuguesa. Dizia-se que a Fundação valia para Portugal um Ministério da Ciência e um Ministério da Cultura juntos.

Aquele espectacular arménio tinha deixado 5% do petróleo do Médio Oriente a Portugal. O que tinhamos feito para merecer essa preferência? A própria Fundação adianta uma explicação:
"Em Abril de 1942, em plena II Guerra Mundial, Calouste Gulbenkian entrou em Portugal pela primeira vez, a convite do embaixador de Portugal em França. Chega a Lisboa projectando seguir viagem para Nova Iorque. Adoece. Fica reconhecido ao médico - o professor Fernando da Fonseca - que o trata. Demora-se mais tempo do que planeara. Sente-se bem acolhido - escreverá, depois, "que nunca havia sentido em mais lado nenhum" uma hospitalidade como a que o rodeou em Lisboa, uma cidade tranquila numa Europa devastada pela guerra. Conhece José de Azeredo Perdigão, que, pela sua competência, carácter e conhecimentos, ganha rapidamente a sua confiança e a sua estima. Calouste Sarkis Gulbenkian vai ficando… e acaba por se instalar em definitivo. O Hotel Aviz, em Lisboa, foi a sua casa durante 13 anos. Morre em Lisboa, a 20 de Julho de 1955, com 86 anos".
Foi a sorte grande que saíu a Portugal e devemos também muito a Azeredo Perdigão, o criador da obra.

A FCG continua desde o seu início até hoje, a apoiar ainda em vários domínios a comunidade arménia, pois claro. Bem haja também por isso e bem haja por tudo e oxalá continue pelo menos assim mais 50 anos e mais 50 e mais 50 e mais 50...

Ver www.gulbenkian.pt

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