terça-feira, 29 de maio de 2007

Factores Críticos de Sucesso, Reformulação Democrática e IVRepública

Vou continuar neste blog a juntar os pedaços das coisas boas de “cá dentro” e “cá de dentro”, do nosso Portugal, sem chauvinismos idiotas, apenas porque só se progride criando, apoiando e incentivando as coisas boas, aquilo que os gestores chamam os Factores Críticos de Sucesso.

Factores Críticos de Sucesso ?
Ao contrário do que se possa pensar, não faltam coisas notáveis no nosso pequenino rectângulo. Só para falar da actualidade destes últimos dias, temos 2 grandes exemplos:
1- O discurso de António Câmara ao receber o Prémio Pessoa, publicado na íntegra pelo jornal Expresso e que revela estratégia e visão raras para Portugal.
2- As 20 ideias de empreendedorismo de base tecnológica apresentadas na Universidade de Aveiro. Grande pólo universitário aquele!

O nosso entendimento é que é um disparate gastarmos demasiadas energias com os factores de atraso, fontes de problemas e de frustração e que precisamos antes de aproveitar melhor as nossas forças e oportunidades.

Reformulação da Democracia ?
Se ficarmos presos ao atraso e centrados apenas sobre negativismos, então quem ficará em causa serão os líderes e os partidos, ultrapassados, derrotistas e incapazes de mobilizar para projectos geradores de valor e de progresso e mais cedo ou mais tarde teremos a necessidade de discutir o nosso actual regime político e viabilizar novas soluções.

IV República (nova república democrática à francesa) ?
Não será nunca a democracia a estar em causa, mas “esta” democracia, sobretudo a maneira como nos relacionamos com os partidos, como os elegemos, como eles se relacionam entre si e como nos governam.

Muito provavelmente o regime precisará de mais democracia e não de menos, como se referia ontem em editorial do jornal “Público”, o mesmo jornal que curiosamente referia muitos outros temas estruturantes como o “monopólio dos partidos” por Sarsfield Cabral ou“a regionalização por cumprir” por José António Ferreira e a entrevista de Helena Roseta com títulos como “os partidos estão antiquados” e “acabam assessorias políticas”. Tudo isto num só dia e num só jornal e apenas algumas peças soltas de um delicado puzzle que somos nós.
O desemprego é um caso tristemente exemplar, porque nenhum político teve até agora a honestidade de falar a verdade sobre o "desemprego de longa duração" em Portugal. Vão-se continuar a deixar as famílias cairem na miséria ? A CGTP convocou para amanhã uma "greve geral". É deitar disparates sobre disparates.

Para já e sem mais opiniões, continuarei apenas a destacar as coisas boas da nossa terra. São as coisas mais importantes que temos e temos de as potenciar.

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