sábado, 12 de maio de 2007

Fátima: Cap. 3 - O Anjo de Portugal

Vou socorrer-me de um texto de um brasileiro, Plínio Correia de Oliveira (São Paulo, 13 de dezembro de 1908 — 3 de outubro de 1995). Segundo a Wikipédia foi um influente político e historiador brasileiro, fundador da organização Tradição, Família e Propriedade (TFP) de inspiração católica. Foi um dos expoentes do pensamento católico conservador do século XX no Brasil.
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As visões ocorridas em 1915, 1916 e 1917

As visões de Fátima se dividem em três grupos bem distintos. As primeiras se deram, não propriamente na Cova da Iria, mas em lugar muito próximo, denominado Lapa do Cabeço. Ocorreram em 1915 e 1916. Apareceu nelas um Anjo que se intitulou o Anjo de Portugal.
As outras se verificaram na Cova de Iria, em 1917. Apareceu sempre Nossa Senhora, e uma vez toda a Sagrada Família. Quer por sua seriação cronológica, quer pela qualidade das pessoas que se manifestaram, quer pelo conteúdo das mensagens, é fora de dúvida que as aparições de 1915 e 1916 foram uma preparação para as de 1917. Estas constituem a parte central de toda a série de visões. Vem por fim um grupo complementar, constituído pelas aparições de Nossa Senhora aos videntes depois das que ocorreram em Fátima. Deram-se em datas diversas e a cada um deles em separado. Constituem complemento, aliás essencial, das anteriores.
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Anjo de Portugal prepara a vinda da Virgem Santíssima

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Em 1915, entre abril e outubro, deu-se uma primeira manifestação sobrenatural. Lúcia guardava o rebanho com três outras meninas, quando “viram pairando sobre o arvoredo do vale, que se estendia a seus pés, uma nuvem, mais branca do que a neve, algo transparente, com forma humana”. Francisco e Jacinta não estavam presentes. Em dias diferentes, esta aparição se repetiu duas vezes.

Em 1916, deu-se nova aparição, desta vez em presença de Lúcia, Jacinta e Francisco. Não havia outras crianças. Repetiram-se assim mais duas aparições. O Anjo se manifestava sob a forma de um jovem resplendente, de uma consistência e um brilho como do cristal atravessado pelos raios do sol. Ensinou-os a rezar, com a fronte curvada até o chão, a seguinte prece: “Meus Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam”. E acrescentou que os Corações de Jesus e de Maria estavam atentos à voz de suas súplicas. Recomendou-lhes que oferecessem “tudo que pudessem”, em reparação pelos pecados e pela conversão dos pecadores. Declarou que era o Anjo de Portugal, e que deviam orar por sua pátria. Na terceira aparição, o Anjo trazia um cálice na mão, e sobre ele uma Hóstia da qual caíam dentro do cálice algumas gotas de sangue. Deixando o cálice e a Hóstia suspensos no ar, prostrou-se em terra e repetiu três vezes a seguinte oração: “Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferença com que é ofendido. E, pelos méritos infinitos de Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores”. Depois, deu a Hóstia a Lúcia; e o cálice, deu-o a beber a Francisco e Jacinta, dizendo ao mesmo tempo: “Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajados por homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus”.
Nesta narração sucinta, reproduzimos só o essencial, omitindo a profunda impressão que as palavras do Anjo produziram nas três crianças, os numerosos sacrifícios com que a partir desse momento começaram a expiar pelos pecadores, a oração a bem dizer incessante, em que se transformou sua vida. Estavam assim sendo preparadas para as revelações de Nossa Senhora.

Plínio Correia de Oliveira acrescenta ainda que "segundo tradições dignas de respeito, o Bem-aventurado Nuno Álvares Pereira estivera orando ali na véspera da famosa batalha de Aljubarrota"...

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