sexta-feira, 11 de maio de 2007

Fátima: Cap. 2 - O Milagre do Sol

Testemunhas longe da Cova da Iria, contaram terem visto o espectáculo sem precedentes do “Baile do Sol”, exactamente como o viram as 70.000 pessoas reunidas no local em 13 de Outubro de 1917.

Na pequena aldeia de Alburitel, que fica a cerca de 13 quilómetros de Fátima, todo o povo podia apreciar a visão do prodígio solar. O testemunho mais frequentemente citado é o do Padre Inácio Lourenço, por ser o mais pormenorizado. Mas aquilo que ele narra ter visto, todos os aldeãos, entrevistados, confirmaram terem visto exactamente do mesmo modo.
As testemunhas do acontecimento foram com efeito abundantes, os depoimentos concordantes, e são inúmeros os documentos que existem.
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Muitos relatos apareceram de imediato na imprensa portuguesa. E é digno de nota que os primeiros que vieram dar o seu testemunho foram os jornalistas anticlericais. Os três artigos de Avelino de Almeida - o de 13 de Outubro, imediatamente antes do acontecimento; outro com data de 15 de Outubro, mas editado em Vila Nova de Ourém na tarde desse dia 13, e um terceiro artigo de 29 de Outubro - merecem menção especial. Apesar do tom crítico e da ironia, O Século era um jornal anticlerical e de influência maçónica, estes textos de um jornalista talentoso que é, aliás, honesto e consciencioso, são documentos históricos de importância capital.

Mas não foi ele a única pessoa a relatar estes factos, porque outros jornalistas estiveram presentes na Cova da Iria.

Diz Avelino de Almeida: assiste-se então a um espectáculo único e inacreditável para quem não foi testemunha dele. Do cimo da estrada (…) vê-se toda a imensa multidão voltar-se para o sol que se mostra liberto de nuvens no Zénite. O astro lembra uma placa de prata fosca e é possível fitar-lhe o disco sem o mínimo esforço. Não queima, não cega. Dir-se-ia estar-se realizando um eclipse*. (Artigo de 15 de Outubro de 1917)
[*os dados astronómicos provam que não existiu qualquer eclipse solar naquele local naquela data]

E, do mesmo modo, outros afirmavam:
«A gente podia olhar para o sol tal qual como faz à lua» (Maria do Carmo)
«Tremia, tremia tanto; parecia uma roda de fogo» (Maria da Capelinha)
«Ele [o Sol] desandava como uma roda de fogo, tornava tudo das cores do Arco-íris (…)» (Maria do Carmo)
«Era como um globo de neve a rodar sobre si mesmo» (Padre Lourenço).
«Este disco tinha a vertigem do movimento. Não era a cintilação de um astro em plena vida. Girava sobre si mesmo numa velocidade arrebatada.» (Dr. Almeida Garrett)
«A certa altura, o sol parou e depois começou a dançar, a bailar; parou outra vez e outra vez começou a dançar» (Ti Marto)
«Uma luz, cujas cores mudaram dum momento para o outro, reflectiu-se nas pessoas e nas coisas» (Dr. Pereira Gens)
«De repente ouve-se um clamor, como que um grito de angústia de todo aquele povo. O sol, conservando a celeridade da sua rotação, destaca-se do firmamento e sanguíneo avança sobre a terra, ameaçando esmagar-nos com o peso da sua ígnea e ingente mó. São segundos de impressão terrífica.» (Dr. Almeida Garrett)
«Vi o sol a rolar e parecia que estava a descer. Era como uma roda de bicicleta.» (João Carreira)
«O sol começou a bailar e a certa altura pareceu deslocar-se do firmamento e, em rodas de fogo, precipitar-se sobre nós. (Alfredo da Silva Santos )
«Vi-o, perfeitamente, descer. Parecia que se despegava do Céu, correndo para nós. E a pequena altura das nossas cabeças se manteve por algum tempo. Mas foi de muito curta duração este arremesso que fez. (…) Parecia que estava muito perto das pessoas, mas voltava logo para trás.» (Maria do Carmo)
«Imediatamente aparece o sol com a circunferência bem definida. Aproxima-se como a altura das nuvens e começa girando sobre si mesmo vertiginosamente como uma roda de fogo preso, com algumas intermitências, durante mais de oito minutos.» (Padre Pereira da Silva)
«De repente, pareceu que baixava em zig-zag, ameaçando cair sobre a terra.» (Padre Lourenço)
«Vi o sol a rodar a grande velocidade e muito perto de mim (…)» (Padre João Gomes Menitra)
«Por fim, o sol parou e todos deram um suspiro de alívio.» (Maria da Capelinha)
«Dessas centenas de bocas ouvi brados de fé e amor à Santíssima Virgem. E então acreditei. Tinha a certeza de não ter sido vítima de sugestão. Vi aquele sol como nunca mais o tornei a ver.» (Mário Godinho, Engenheiro)

Foi algo muito fora do vulgar que se passou ali, junto daquelas 70 mil pessoas e visto também quilómetros em redor, mais o testemunho da imprensa céptica. Não se trata de um relato isolado de uma ou duas pessoas a dizer que viram isto ou aquilo. Mesmo para os não crentes Fátima é um mistério.
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Se for milagre, "o Milagre do Sol, é o mais evidente e colossal milagre que já aconteceu" como alguem disse.

2 comentários:

  1. Amigos o Sol não se mexe Fátima foi um arranjo da ditadura pelas fotos vê-se perfeitamente que foi um arranjo porque á 1 hora da tarde nunca o Sol se deitou e a ser assim na U.S América as pessoas estariam a deitar-se para dormir e o Sol como em Portugal estava a deitar-se lá nos USA estaria a nascer. o Sol é cem vezes maior do que a terra pelo que é visto em vários países ao mesmo tempo pelo que o suposto fenómeno seria visto por milhões e o fuso horário seria modificado. Também houve testemunhos dizendo que O sol se aproximou iria queimar tudo e os outros países também isto para alem deste suposto milagre o Sol ser visto em ponto grande.

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    1. Sem vírgulas, é difícil de compreender o texto. Ainda assim, Fátima foi em 1917 e a ditadura só em 1926. Por outro lado, o fenómeno, a ser como muitas testemunhas descreveram, foi localizado, não foi mundial.

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