quarta-feira, 4 de julho de 2007

O Milagre das Rosas

Isabel de Portugal, Francisco de Zurbarán, 1640, Museu do Prado, Madrid

Muito antes de os Estados Unidos comemorarem a sua independência (o 4 de Julho de 1776, a primeira democracia dos tempos modernos), já nós comemorávamos este dia como sendo o da Rainha Santa, falecida nesta data em 1336, aos 65 anos. Ela é sobretudo conhecida por ter sido uma mulher de paz, de ajuda aos mais pobres e muito religiosa.

No sítio da Universidade de Coimbra pode-se encontrar esta bonita descrição do conhecido Milagre das Rosas :
A mulher de D. Dinis, a rainha Santa Isabel, tornou-se célebre pela sua imensa bondade. Ocupava o tempo a fazer bem a quantos a rodeavam, visitando e tratando doentes, distribuindo esmolas pelos pobres.
Ora, conta a lenda que o rei, já irritado por ela andar sempre misturada com mendigos, a proibiu de dar mais esmolas. Mas, certo dia, vendo-a sair furtivamente do palácio, foi atrás dela e perguntou o que levava escondido por baixo do manto.
Era pão. Mas ela, aflita por ter desobedecido ao rei, exclamou:
- São rosas, Senhor!
- Rosas, em Janeiro?- duvidou ele.
De olhos baixos, a rainha Santa Isabel abriu o regaço - e o pão tinha-se transformado em rosas, tão lindas como jamais se viu.

(Ver em http://www.uc.pt/iej/alunos/2001/lendas/Lendas%20de%20Coimbra.htm )

Santa Isabel da Hungria 1673-74, óleo sobre tela Capela da Ordem Terceira de S.Francisco Lisboa, Portugal

O que é muito curioso, é a história que se conta de sua tia, Isabel da Hungria, também canonizada, e também Isabel, Santa Isabel da Hungria, falecida 100 anos antes: certa vez, quando levava algumas provisões para os pobres nas dobras de seu manto, encontrou-se com seu marido, que voltava da caça. Espantado por vê-la curvada ao peso de sua carga, ele abriu o manto que ela apertava contra o corpo e nada mais achou do que belas rosas vermelhas e brancas, embora não fosse época de flores. Dizendo-lhe que prosseguisse seu caminho, apanhou uma das rosas, que guardou pelo resto de sua vida.

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