terça-feira, 28 de agosto de 2007

Diáspora cabo-verdiana

Os emigrantes de Cabo Verde são gente boa, trabalhadora e bonita. Sem apoios e com muitos obstáculos, começaram a chegar depois do 25 de Abril, de uma terra linda mas difícil, procurando trabalho em Portugal, mesmo o mais mal remunerado e o mais incerto. Com coragem, tentaram também incutir nos filhos o mesmo espírito de trabalho e de conquista por melhores condições de vida.

A maioria das famílias de cabo-verdianos estão hoje integradas em Portugal. São cidadãos de pleno direito no nosso país que é também agora o deles: os cabo-verdianos em Portugal, “aportuguesaram-se” mas a a sociedade portuguesa também se “cabo-verdianizou”, nas empresas, nas escolas, na música, no desporto, etc. Poderia referir o caso de emigrantes de outros países africanos, mas pelo seu número e impacto, nenhum outra comunidade tem sido tão importante para Portugal como a cabo-verdiana.

Antes de ir para férias, referi o sucesso de Sara Tavares e hoje interrompo férias por causa de Nelson Évora, campeão do mundo do triplo salto (português, de um ramo da família de Cesária Évora), que viu com emoção a nossa bandeira subir em Osaka. Ambos são notáveis portugueses filhos de cabo-verdianos e um grande orgulho partilhado pelos dois países.



E aquele Cabo Verde antigo, colonial, seco, é também hoje cada vez mais um novo país, no caminho do desenvolvimento, respeitado, inteligentemente governado, a construir o futuro. Um grande VIVA para Cabo Verde.
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Bandeira de Cabo Verde desde 1992: o rectângulo azul da bandeira simboliza o espaço infinito do mar-e-céu que envolve as ilhas. As faixas, o caminho da construção do país. O azul, o mar e o céu. O branco, a paz que se quer. O vermelho, esforço. As estrelas, as dez ilhas que compõem o arquipélago. Ver mais informação sobre Cabo Verde no sítio da embaixada em http://embcv.pt/

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