sábado, 24 de novembro de 2007

Como fazer com que Portugal fique mais rico? II – A inovação

Para Portugal enriquecer mais depressa e não se deixar atrasar no comboio europeu, precisa de produzir produtos de maior valor. Para isso acontecer, é preciso adquirir a capacidade de produzir produtos inovadores.

Quando pensamos em Inovação, geralmente tendemos a pensar em novos produtos, em Ciência e Tecnologia, em introdução de benefícios intrínsecos ao produto ou qualquer alteração complexa aos métodos de fabrico. Mas, a Inovação é um processo que pode apresentar muitas outras formas, tais como:
- Um produto antigo num novo canal (ex: compras via Internet)
- Uma nova aplicação de um velho produto (ex: aspirina para o coração)
- O “2 em 1” (ex: telemóvel mais máquina fotográfica)
- Fabrico mais económico que faça descer significativamente o preço, mas aumentar o valor do total facturado, devido ao aumento da quantidade vendida (ex: fabrico na China), etc.

Inovar consiste em detectar novas oportunidades de um determinado mercado e em coordenar a aplicação dos recursos necessários para efectuar esse aproveitamento, coisa que só um “empreendedor” consegue fazer. O empreendedor pode não ser o dono da empresa. Pode ser um gestor profissional. O que ele tem de ser capaz [para ser empreendedor] é de efectuar mudanças que adicionem valor e evitem a estagnação. A inovação não existe sem o empreendedor.

O grande teórico da Inovação e do Empreendedorismo foi Joseph Schumpeter, o economista mais influente do século vinte depois de Keynes [por exemplo atribui-se ao programa de Inovação da União Europeia, designado por Estratégia de Lisboa, aprovado em Lisboa em 2000, a grande influência das ideias de Schumpeter].

A própria inovação é hoje em dia global e competitiva. Na idade da informação e do conhecimento os países lutam entre si por terem os melhores cérebros e as melhores empresas. A emergência das economias dos países asiáticos como a China e a Ìndia ou a Rússia e o Brasil [BRIC], é demonstrativo da volatilidade do conceito de centro e periferia e do que poderá vir a ser no futuro a economia globalizada.

Portugal é mais um entre muitos países que pretende mais e melhor empreendedorismo! Como consegui-lo?

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