quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

A lenda da coroação de Inês de Castro

Era o dia 25 de Abril de 1361. D. Pedro I, fez desenterrar o cadáver de D. Inês de Castro para a proclamar rainha em Coimbra. Depois de preparado e bem ligado o corpo, coberta com a opa [capa] real, a coroa posta sobre a cabeça, erguida num trono recebeu ela as homenagens reais, sendo-lhe beijada a mão gelada por toda a corte. Finda a extraordinária cerimónia, o cadáver coroado foi conduzido de Coimbra ao mosteiro de Alcobaça com uma pompa enorme, estando ao comprido de toda a longa estrada mais de cem mil homens, parados em duas filas, com tochas acessas na mão.

Em Alcobaça mandara o rei erigir dois magníficos túmulos, um para D. Inês e outro para ele, ficando colocados não ao lado, mas os pés de um contra os pés do outro, para que no dia do Juízo Final, ao quebrarem-se as campas e ao erguerem-se os dois corpos, logo se avistassem um ao outro, face a face.

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