quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

António Feijó em repetição




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Não repares na cor dos meus cabelos
Sem ler primeiro Anacreonte*,
Verás que os sonhos juvenis, mais belos,
Também se evolam de enrugada fronte.

O espírito do poeta é sempre moço,
O coração nunca envelhece...
Basta um sorriso, um nada, um alvoroço,
E tudo nele se ilumina e aquece.

Muita vez os cabelos embranquecem
Na dor de horríveis sofrimentos...
Não são os anos que nos envelhecem;
São certas horas más, certos momentos...

Em Cabelos Brancos.

* Velho poeta grego

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