quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Futurologia 1 – Os optimistas e os pessimistas

Não há nada como começar o ano de 2008 a tentar fazer futurologia...

Identifico muito claramente, pelo menos desde o início anos setenta, as duas correntes sobre a evolução das sociedades: a dos optimistas e a dos pessimistas, esta última dominante.

A visão pessimista
A tese dos pessimistas é que os recursos básicos (energia, alimentos, matérias primas) vão esgotar e o aumento da poluição será insustentável. Talvez o mais famoso relatório pessimista tenha sido o elaborado pelo Clube de Roma em 1972 (chamado “limites ao crescimento” que por exemplo previa o esgotamento dos recursos petrolíferos em 1992...).
Segundo os pessimistas o crescimento económico dos países emergentes (caso da China e da Índia), constitui um perigo para o planeta devido ao esgotamento dos recursos e à poluição.
As correntes de opinião negativas são dominantes: ao nível dos meios de comunicação social (a informação negativa vende melhor), dos comentadores (pagos para criticarem tudo e todos), dos artistas e dos intelectuais mais populares, de todas as oposições políticas, sindicais, patronais, etc. Ser pessimista quanto ao futuro é melhor aceite socialmente.

A visão optimista
A tese dos optimistas é que o desenvolvimento tecnológico é suficiente para provocar mudanças qualitativas que garantam um melhor aproveitamento dos recursos energéticos, alimentares e outros, estando garantida a evolução positiva do crescimento económico com cada vez menor pressão sobre o ambiente e uma forte diminuição do crescimento ou mesmo eventual estabilização da população mundial.
Os optimistas mais conhecidos são Alvin Toffler (ex: A Terceira Vaga) e os falecidos Peter Drucker (O “Pai” da Gestão) e Herman Khan (do Hudson Institute).
Os optimistas são os “empreendedores” e os homens políticos que nos governam. Precisam de ser assertivos e construtivos e para além dos problemas descortinarem as oportunidades que hão-de ser os guias da sua acção.
Os optimistas caem muitas vezes no erro de confundirem os seus desejos com a realidade, minimizando os problemas e focando-se em oportunidades e vantagens que não existem de facto (a este erro, chamam os anglo-saxónicos “whishful thinking”), e é motivo para o falhanço de muitas estratégias.

Há grandes vantagens em ser optimista: apela-se à acção e não à passividade pelo que se é mais empreendedor. Os meios sociais mais imobilistas e pessimistas tendem mais a criticar as falhas do que a aplaudir o sucesso.
Para uma sociedade ser mais realizadora tem de ser mais optimista.

2 comentários:

  1. Gostei muito desse post e seu blog é muito interessante, vou passar por aqui sempre =) Depois dá uma passada lá no meu site, que é sobre o CresceNet, espero que goste. O endereço dele é http://www.provedorcrescenet.com . Um abraço.

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