domingo, 20 de abril de 2008

Manuel da Fonseca II - Uma arte, uma escola e um nome.

A melhor informação que descobrimos na rede sobre Manuel da Fonseca, está no sítio da escola secundária que tem o seu nome, a Escola Secundária Manuel da Fonseca (ESMF) de Santiago do Cacém, uma linda terra alentejana, berço do escritor, nascido em 1911 e também o local onde viria a falecer em 1993.

O sítio da ESMF (http://www.esec-manuel-fonseca.rcts.pt/), é um bom exemplo do que podem ser as páginas de uma escola, que está não só preocupada em servir a própria instituição, alunos, pais, professores e funcionários, mas também a comunidade onde se insere. E aquilo que nos atrai, além do excelente grafismo, é a diversidade da informação que se encontra aliada a uma grande qualidade: sobre a cidade de Santiago do Cacém, sobre as ruínas romanas de Miróbriga e sobre o escritor Manuel da Fonseca. Aí encontrámos, além de uma galeria com fotos de Manuel da Fonseca, um notável texto biográfico de Artur Fonseca, seu irmão, vídeos, entrevistas e links.

Manuel da Fonseca é considerado um dos mais importantes escritores da corrente neo-realista, um movimento pós-modernista que adaptava a expressão artística, na pintura, na escultura, na música, no cinema, na literatura, à visão marxista da sociedade e ao determinismo histórico. Os defensores do neo-realismo, que se opuseram corajosamente a Salazar, foram perseguidos e presos pela polícia política do regime, a PIDE. Foi também essa a sorte de Manuel da Fonseca, membro do PCP e destacado intelectual, presidente da Sociedade de Escritores, que foi extinta, no tempo da ditadura.

Para mim, que não sou marxista, penso que a arte de Manuel da Fonseca é património de todos e estará para além de qualquer corrente artística ou ideológica. Ela toca-nos, como se fosse escrita hoje para nós e sentimos e compreendemos isto muito bem, ao ver e ouvir o “Domingo” por Mário Viegas.

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