terça-feira, 26 de junho de 2012

Queremos que Portugal siga o modelo escandinavo? Vejamos o exemplo da Dinamarca.

Reino da Dinamarca
Quem sonha com um estado social “escandinavo”, não deveria nunca omitir que o nosso futuro coletivo depende da nossa capacidade de termos empresas competitivas para os mercados interno e externo. Olhem por exemplo para a pequena Dinamarca, com apenas 5,5 milhões de habitantes, e percorram esta lista de algumas empresas dinamarquesas de A a Z: 

 A.P. Moller – Maersk Group (a maior companhia de navios de carga de contentores do mundo)
Arla Foods (a sétima companhia de derivados do leite do mundo)
Bang & Olufsen (líderes mundiais da eletrónica de luxo)  
Bestseller (cadeia de 5.700 lojas de roupa em 43 países)
COWI (empresa de consultadoria, que já esteve envolvida em 50.000 projectos de 173 países -  conta com mais de 6.000 empregados altamente qualificados)
Carlsberg (palavras para quê?)
Coloplast (dispositivos médicos para 53 países com 7.500 empregados)
Danfoss (um gigante mundial da refrigeração e do ar condicionado com 22.500 empregados)  
Danish Crown AmbA (a maior companhia da Europa de carne de porco enlatada)
DSV (serviços de transporte, estão em 60 países e têm 21.000 empregados)
Ecco (gigante mundial do calçado com 17.500 empregados)
FLSmidth (cimenteira, 40 países, mais de 11.000 empregados)
Group 4 Securicor (a maior companhia de segurança do mundo, 125 países, 630.000 empregados)
Grundfos (gigante mundial no fabrico de bombas de água e de ar, 18.000 empregados)
ReSound (aparelhos auditivos distribuídos em 80 países)
Lundbeck (multinacional farmacêutica em 100 países)
ISS (serviços domésticos de limpeza,  cathering, etc, 50 países, 530.000 empregados)
JYSK (retalhista mobília, roupa de quarto e acessórios casa de banho, 34 países, 1.900 lojas, 17.000 empregados)
Lego (quem não brincou com ele? Mais de 9.000 empregados)
LM Glasfiber (o maior fabricante mundial de pás de aerogeradores de eletricidade)
NKT Holding (cabos, fibra ótica, aspiradores, maquinas, mais de 9.000 empregados)
Nordea Bank AB (serviços financeiros, 19 países, 33.000 empregados)
Novo Nordisk (multinacional farmacêutica, 80 países, 29.000 empregados)
Novozymes (multinacional de biotecnologia, 30 países, 5.400 empregados)
Pharma Nord (multinacional de produtos dietéticos, 45 países)
Ramboll (engenharia, 19 países, 10.000 empregados)
Vestas (líder mundial em turbinas de vento para parques eólicos, 63 países, 20.000 empregados)
Velux (Janelas, 40 países, 20.000 empregados)

Claro que o PIB dinamarquês, por causa destas e de outras bem sucedidas empresas, é dos maiores do mundo, per capita, e assim eles ganham, com iguais qualificações, salários bem mais altos que os portugueses. Têm por isso dinheiro para pagar um bom estado social através dos seus impostos. Ao contrário de nós, os dinamarqueses prezam as suas empresas privadas, as quais têm sempre orgulho em afirmar-se como dinamarquesas. 
Na realidade, não existem países com um importante - e sustentável - estado social, com baixo desemprego, sem empresas fortes e competitivas no setor privado. A questão central da economia portuguesa, é saber como lá chegar. Em linguagem desportiva, temos de apostar nos nossos melhores atletas (nos nossos melhores empreendedores), e ajudá-los a transformarem-se em campeões. Simplesmente.

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