sexta-feira, 6 de julho de 2012

Futebol, atletismo, ciclismo e... Durão Barroso: motivos de orgulho.


Popularidade de Cristiano Ronaldo, o maior.
Nestes últimos tempos, tem sido notável a projeção mediática de alguns portugueses. Em primeiro lugar, no desporto. No Futebol, durante o Euro 2012, a seleção portuguesa foi admirada e elogiada em toda a comunicação internacional. A UEFA, organismo máximo europeu do futebol, controlou a popularidade de todos os jogadores participantes durante o período do Euro 2012, através do número de tweets de todo o mundo, de 29 de Maio a 1 de Julho. Os jogadores com maior popularidade têm os retângulos maiores (ver figura). O maior é Cristiano Ronaldo.

Fantástico Rui Costa
O ciclista Rui Costa fez uma extraordinária e espetacular Volta à Suiça, acabando por vencê-la. A Volta à Suiça, é a quarta prova do género mais importante na Europa, a seguir às voltas à França, Itália e Espanha. Creio não exagerar ao dizer que desde o tempo do mítico Joaquim Agostinho, não existia outro ciclista português, numa prova deste tipo, com um sucesso de nível comparável ao de Rui Costa.

Sara Moreira, medalha de bronze nos cinco mil metros, Patrícia Mamona, medalha de prata no triplo salto e Dulce Félix medalha de ouro nos dez mil metros, três medalhas brilhantemente conquistadas em Helsínquia, no Campeonato da Europa de Atletismo. Ficarei para sempre com as imagens de Dulce Félix, enrolada na bandeira portuguesa.  

Mas se somos competitivos no desporto, temos também gente que sabe congregar vontades, quando tal união é indispensável. É o caso da governabilidade da União Europeia e do Euro, onde primeiros-ministros e chefes de estado, multiplicam-se em declarações irresponsáveis, dando uma imagem de anarquia e de guerras internas, numa Europa em crise. Por isso, valerá a pena ler estas palavras de Durão Barroso na passada terça-feira, no Parlamento Europeu em Estrasburgo. Durão Barroso foi fortemente aplaudido. É muito interessante ler também as declarações de Martin Schulz, um social-democrata alemão, membro da Internacional Socialista e Presidente do Parlamento Europeu, em resposta a uma deputada, Rebecca Harms, do Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia.

Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia: (…) A minha última questão é esta: não gostei nada do ambiente criado após o último Conselho Europeu quando vi alguns a clamar vitória sobre os outros.
Grande Dulce Félix na nossa bandeira.
Isto não é forma de fazer as coisas na Europa: ou ganhamos todos ou seremos todos perdedores. O que precisamos é de uma forte unidade europeia. É verdade que existem diferentes culturas financeiras na Europa, diferentes perceções e diferentes sensibilidades. Mas vamos ser honestos, por vezes não é um assunto de diferenças entre Norte e Sul – por vezes encontramos essas diferenças dentro do mesmo país.
Mas eu fico preocupado quando vejo algumas pessoas a falar do Norte e do Sul, fazendo certo tipo de generalizações fáceis, porque os de entre nós que conhecem a história europeia sabem quanto negativo foi o papel desempenhado pelos preconceitos e sentimentos de superioridade de uma parte da Europa sobre a outra.

 (Aplausos)

Durão Barroso: "Isto não é forma de fazermos
as coisas na Europa". 
Todos os países da Europa – e alguns de nós temos sido nações durante muitos, muitos séculos – tivemos grandiosos momentos de glória e outros momentos muito negros da nossa história. Devemos ser humildes quando falamos da História. E não nos devemos esquecer que o projeto Europeu foi criado precisamente para evitar as divisões do passado e os demónios que existiram na história europeia.
É por isso que eu não gosto quando vejo líderes governamentais saírem dum Conselho Europeu e dizerem que ganharam contra os outros. Esta é exatamente a mensagem errada. Este é o caminho para a derrota. A mensagem que nós todos – as instituições europeias, a Comissão e o Parlamento Europeu – têm de transmitir,  é que estamos unidos, e que juntos seremos capazes de ultrapassar esta crise.

 (Fortes e prolongados aplausos)

Deputada Rebecca Harms (Verdes/ALE): Infelizmente, o debate já terminou, mas dado o grande apoio às suas palavras, senhor Barroso, eu queria solicitar-lhe que também falasse no Conselho com igual clareza e não fizesse esta distinção de aqui ser claro, e em Bruxelas, perante os Chefes de Estado e de Governo, ser ambíguo. 

(Fortes aplausos)

Martin Schulz, Presidente do Parlamento Europeu: Foi assim ...

(Interrupções)

Senhoras e senhores! Sr. Cohn-Bendit, um momento! Sra. Harms, esse não era um ponto do regimental, mas uma observação pessoal. Em segundo lugar, eu vou ter de vos dizer uma coisa: estive no último Conselho Europeu e o senhor Barroso disse no Conselho Europeu exatamente a mesma coisa que disse aqui.

 (Aplausos)

Acredito poder dizer da minha parte, que nem sempre fui o mais amigável interlocutor do senhor Barroso no passado. Mas quero-vos dizer, como presidente desta casa, que não tenho aliado mais forte nas instituições europeias, que o senhor Barroso. Gostaria por vezes que quem por aqui passasse, apoiasse as nossas preocupações com a mesma intensidade que o Presidente da Comissão.

(Aplausos)

Dou por encerrado o debate (..)

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