quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Vasco Santana e os subsídios ao Teatro

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Num tempo em que muita gente no país vê perdidos e chora por subsídios e benesses do Estado, e quando os impostos chegam mais alto que nunca ( e mesmo assim, o setor público continua deficitário), faz sentido lembrar esta passagem do livro de Lourenço Rodrigues, “Anedotas e Episódios da Vida de Pessoas Célebres”:

Quando começou a falar-se em subsídios teatrais, subsídios que na verdade, foram concedidos, Vasco [Santana], com a paixão do teatro nas veias, escreveu estes versos, pouco conhecidos:

«O subsídio é deprimente,
Torna as almas pequeninas.
É sustentar um doente
A injecções de vitaminas.

De mais, o público acorre,
Há espírito audaz, moderno
E o Teatro não morre
Porque o Teatro é eterno.

Há-de vencer a anemia
E, com as bênçãos do Céu
Inda espero qualquer dia
Vê-lo tão gordo como eu!»

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